Pavilhão da Independência

Porta das três ogivas

O Guia oficial recomendava que, em seguida, se visitasse o Pavilhão da Independência, que ficava “ao lado das três grandes Ogivas”m numa referência à Porta das Três Ogivas, que se vê na fotografia, que estabelecia a ligação entre os pavilhões da Formação e Conquista e o da Independência. Esta entrada ficava do lado nascente da Exposição, como a Porta da Fundação, e foi assinada igualmente por Cottinelli Telmo; contudo, destinava-se a visitantes que se tivessem deslocado de automóvel (o estacionamento era feito na Praça Mouzinho de Albuquerque) ou de barco (pela estação fluvial de Belém, construída por ocasião da exposição).

Pavilhão da Independência

Os visitantes, passando a porta acima referida, percorreriam o Pavilhão da Independência.

Apresenta os mesmos pontos comuns dos pavilhões atrás mencionados: é da autoria de Raul Rodrigues Lima e foi inaugurado a 25 de junho. Em termos de mensagem, e tal como o nome indica, este pavilhão visava comemorar a Independência e posterior Restauração, recordando três períodos históricos correspondentes aos reinados de D. João I e D. João II, e à Guerra Peninsular. Os visitantes podiam percorrer as seguintes salas:

  • Sala de D. João I, com uma mostra escultórica e pictórica sobre o monarca (coroação, casamento e linhagem) e a sua política interna;
  • Sala de Aljubarrota, com um baixo-relevo alusivo à batalha;
  • Sala do túmulo, que mostrava reproduções dos túmulos de D. João I e sua mulher, D. Filipa de Lencastre, e os brasões e divisas da Ínclita Geração;
  • Sala 1640, com reconstituição do episódio da reunião de Os Quarenta Conjurados, responsáveis pelo golpe de estado;
  • Sala de D. Filipa de Vilhena, com uma reconstituição do episódio da Restauração;
  • Sala de D. João IV;
  • Sala da Guerra Peninsular, que mostrava artefactos e documentos relativos à guerra em questão.